
Quando Nathalie ganhou o emprego - com salário de R$ 2,5 mil -, o senador já comandava o órgão. A jovem entrou no Senado um mês e meio depois de Silas Rondeau ser indicado pelo próprio Sarney para assumir o Ministério de Minas e Energia. A assessoria de Sarney afirmou que a publicação referente à nomeação da jovem não foi publicada de forma transparente em 2005 “por erro técnico”. Rondeau, no entanto, deixou o cargo em maio de 2007 após a acusação, sempre negada, de que recebera 100.000 reais de propina da construtora Gautama, alvo da Operação Navalha da Polícia Federal.
Nathalie, porém, permanece na folha de pagamento do Senado, segundo a assessoria de Sarney. A assessoria informou que ela cumpre expediente. Nos últimos anos, a jovem, cujo perfil no Orkut registra a participação em 352 comunidades de interesse, das quais nenhuma é dedicada à literatura, tem se destacado em desfiles de moda em Brasília, como o Capital Fashion Week. A nomeação sigilosa da filha de Rondeau no Conselho Editorial soma-se a outras designações, também secretas, que beneficiaram parentes, aliados ou conhecidos do presidente do Senado, como de uma sobrinha dele e da ex-miss Brasília Rosângela Michels Gonçalves, mãe do neto do presidente do Senado.
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