terça-feira, 19 de julho de 2016

ARRUMAÇÃO


Tenho visto que algumas pessoas escaldadas pelos fatos recentes me acusam de criar fatos eleitoreiros, quando falo na refinaria. Se recusam a acreditar que a refinaria desta vez possa se tornar realidade. Pois se enganam, jamais faria isso e nem estou no momento concorrendo a cargos eletivos. Mas, será que esse projeto pode não se concretizar como temem os descrentes?
Isso até pode acontecer, nada é inteiramente seguro, mas desta vez as coisas caminham com muita solidez. E espero que esse sonho que, no meu governo chegou perto de se tornar realidade, agora aconteça. Nesse sentido, na semana passada demos um passo gigantesco. Na última quarta-feira, dia da votação na Câmara para escolha do novo presidente, não votei no primeiro turno, pois estava no Rio de Janeiro, em audiência marcada com Pedro Parente, presidente da Petrobras, acompanhado pelos empresários que querem realizar o projeto. Mas cheguei a tempo de votar no segundo turno. Cheguei às vinte e duas horas no aeroporto e fui direto para o plenário votar.
Neste projeto, inteiramente financiado por capitais privados, a Petrobras não participa acionariamente de sua composição. Mesmo assim, ela é importante para a sua concretização. Fomos lá pedir duas coisas: os projetos (não inteiramente concluídos) da refinaria Premium e apoio em um Projeto de Lei Complementar que dá a Petrobras o poder de adotar preços de mercado para os seus derivados, fato, aliás, já considerado por seu presidente, Pedro Parente, como fundamental para a recuperação da empresa. Sim, porque só a promulgação dessa lei aumentaria as ações da empresa em trinta por cento,  ajudando-a sair do buraco em que a meteram. 
Outros assuntos muito importantes foram tratados nessa reunião, assuntos que serão muito lucrativos para a Petrobras, se adotados e que detalharei aqui oportunamente. A importância dos empresários conseguirem os projetos influenciará no prazo de implantação da refinaria, pois isso permitiria ganhar dois anos, visto que eles terão ainda que ser adaptados à tecnologia do grupo empreendedor. Além disso, a aprovação da lei que me referi há pouco é de suma importância, porque nenhum empresário virá investir em refino no Brasil, se o governo puder manipular preços, como fez à larga Dilma Rousseff, quando quase quebrou a Petrobras. Sem isso não haverá refinaria mesmo.
E o melhor é que não é só a refinaria, que, na verdade, não cria tantos empregos e oportunidades sozinha. Só que sem ela nada acontecerá, pois sua implantação faz parte do projeto empresarial de um grande Polo Petroquímico, esse sim muito importante para criar uma cadeia de empregos e oportunidades imensas de negócios. Esse é um projeto estruturante mesmo!
Pedro Fernandes, deputado federal atento e atuante, rebateu os pessimistas, mostrando que o projeto é altamente viável, muito mais do que se fosse colocado no Ceará, como inicialmente cogitou o grupo. Além disso, o projeto da refinaria não exclui nenhum outro, como uma siderúrgica, por exemplo. Nada tem a ver um com o outro.
Mas esse não foi o único fato importante da semana. Na quinta-feira à tarde estive em audiência com o Comandante da Aeronáutica e Tenente Brigadeiro do Ar, Nivaldo Luiz Rossato, com o Tenente Brigadeiro do Ar Antônio Carlos Egito do Amaral, que é Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Aeronáutica em São José dos Campos  - a quem é vinculado o ITA e o Centro de Lançamentos de Alcântara e com  o Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, que é Chefe da Assessoria Parlamentar e Relações Institucionais do Comandante da Aeronáutica. Mostrei-lhes a emenda impositiva da bancada do Maranhão na Câmara à LDO- Lei de Diretrizes Orçamentárias em favor do ITA de Alcântara, indicando inclusive a possibilidade de beneficiar o próprio ITA de São José dos Campos e nessa ocasião discutimos e equacionamos o futuro Instituto maranhense, que terá os mesmos padrões rigorosos daqueles de São José dos Campos e a garantia de toda a orientação, supervisão e acompanhamento, junto com a UFMA.
Tudo foi muito bem definido e também foi marcada uma vinda do Reitor do ITA e do Comandante do DCTA em agosto para um debate com a UFMA a ser realizado no Campus do Bacanga, para definir o núcleo que, atendendo as diretrizes estabelecidas, tratará especificamente de indicar todas as providências e toda a parte institucional para implantação do nosso instituto. Isso será discutido com a Reitora Nair Portela e a alta direção da universidade e participarão os professores Alan Kardec e Areolino, que estiveram recentemente no ITA em São José dos Campos. Esse é um passo decisivo para a criação de nossa escola.
Confirmamos também o Curso de Mestrado que será realizado no Campus da UEMA, com o ITA, de Engenharia Aeroespacial. Sem dúvidas muito bom para as nossas universidades públicas.
Não bastasse todo esse conteúdo, também discutimos nessa entrevista a Frente Parlamentar pela Modernização da Base de Lançamentos de Foguetes de Alcântara (CLA), que estou criando na Câmara e que está em fase de assinaturas de apoio por parte de 196 deputados. O Comandante da Aeronáutica considerou um dos fatos mais importantes para a consolidação do CLA, porque esse será o canal legislativo da Aeronáutica para a discussão e solução e apoio ao nosso Centro, fundamental para concretizar também a ideia do futuro Complexo Tecnológico de Alcântara,  quem com o CLA e o ITA, poderá ter sua implantação facilmente fomentada e estimulada.
E, por fim, com a eleição de Rodrigo Maia, com apoio do PSB da Câmara, volta aquela Casa a fazer a boa política, fundamental ao Brasil.
Foi uma semana e tanto!

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