terça-feira, 17 de abril de 2018

LEALDADE E GRATIDÃO


Uma das páginas mais bonitas e animadoras da nossa vida política foi escrita na sexta-feira, dia 6 de abril, em São Paulo. Foi na posse do vice-governador Marcio França (PSB) como governador do estado, substituindo Geraldo Alckmin (PSDB), que renunciara para poder concorrer à Presidência da República.

Principalmente nesse momento em que se cultiva uma política de ódio, do “nós contra eles”, da perseguição política, do “quem não está comigo é inimigo”, Marcio França comoveu e chamou todos à razão, com um discurso de lealdade e gratidão ao amigo que o ajudou a chegar ao lugar em que chegou, de governador do mais avançado estado da federação brasileira, Geraldo Alckmin.

Justo nesse momento em que alguns “cristãos novos” bradam que em política não existe gratidão, como se a política estivesse apartada de toda a relação humana e não fosse como é, em sua essência, a arte da convivência com os contrários e do entendimento necessário para a formação de maiorias e da possibilidade de governar. 

Pobre de quem pensa assim, da ausência, na política, de gratidão ou de sentimentos nobres na como a lealdade, como se fôssemos robôs sem sentimento nenhum pelo próximo, apenas cultivando o ódio a quem nos é contrário.

Vamos ao que falou Marcio França: 

“Ah a lealdade… essa velha e honrada senhora certeira
Não tem dia e não tem hora, que eu te esqueça
Nem que o mundo acabe ou que eu desapareça…
Lá vai você comigo, minha querida companheira,
Não sei se nasceu em mim, ou se meus pais me impregnaram.
Só se sei que me acompanha resistente pela vida inteira,
E me abriu caminhos decisivos, que só por ti passaram.
Ah a Lealdade...
Condutora segura do meu destino, presente em mim, desde menino, orientou meus passos e minha conduta.
Assim, sempre fui leal a Deus, sobre todas as coisas, pois sei que ao final, não seria em vão a minha luta”.

Aqui, para não ficar muito longo vou pular lindas passagens de sua vida e da sua família para chegar a essência política do fato:

“[...] Vivo para permitir que todos possam ter as mesmas oportunidades que eu tive na vida;
Que todos possam ser felizes como eu fui, que a lembrança lhes seja querida;
Que todos possam exercer suas vocações, que trabalhem por prazer;
Que os meninos não tenham que vender os seus sonhos nem vilipendiar o seu ser;
Que amem seu País e admirem seus governantes;
Que o futuro seja sempre melhor do que foi antes;
Que todos possam acreditar mais no que são, do que no que têm;
Que a Lei sirva a todos e que não privilegie ninguém;
Que as decisões mais importantes possam vir do voto do povo;
Que a tolerância e a generosidade possam vencer de novo;
Que digam com orgulho que moram em
Uma Pátria Amada, e gentil
Que não fujam da luta
E que nunca desistam do Brasil!!!
Por fim, Governador, Eternamente Governador Geraldo Alckmin, amigo e companheiro,
Sou e serei leal ao seu legado,
A sua conduta e ao seu exemplo certeiro;
Sua humildade, seu exemplo, sua discrição, sua perseverança e a sua retidão.
Seu Pai, por certo, lhe acompanha orgulhoso e feliz, junto com outros queridos de tantos momentos,
Sabe que o senhor também fez na vida o que quis
E foi leal a ele, aos seus princípios e ensinamentos
Vá em Paz, Governador, que o Senhor lhe acompanhe
Um abraço a Dona Lu, sua metade querida na eterna caminhada de vida,
Nós estaremos sempre aqui, felizes e orgulhosos do seu sucesso e das suas realizações,
Do cumprimento do seu destino e das suas missões
Saiba que no dicionário cravado nas nossas almas e guardado no coração,
Só há uma palavra que precede a palavra lealdade…
E essa palavra é gratidão!
Todos nós, brasileiros de São Paulo, agora, de pé e à ordem, lhe pedem permissão
Para aplaudi-lo por toda sua dedicação, sua lealdade ao povo, seus amigos e a sua Nação!
Palmas a Geraldo Alckmin!
Palmas e palmas a Geraldo Alckmin!
O filho humilde e brilhante que de Pinda saiu, que serviu aos seus e deu exemplo ao Brasil!
Viva São Paulo, terra de quem tem palavra, terra que vive a lealdade.
Viva o Brasil, viva a verdade!!!”

Quem dera que todos fossem assim.

terça-feira, 10 de abril de 2018

O QUE PEDI AO PSDB



Foi com muita alegria que me filiei ao PSDB. Partido grande, imprescindível ao país, com relevantes serviços prestados à modernização do Brasil, principalmente no controle da inflação e no equilíbrio fiscal e que tem em seus quadros pessoas muito experientes e capazes.

Recebi do líder Nilson Leitão o convite para participar mais do debate nacional, me dando tempo para falar em nome do partido. E fiquei muito honrado pela forma como me acolheram, com presença marcante da bancada na minha filiação, realizada no gabinete do senador Roberto Rocha, presidente regional do partido. Deu-me grande alegria a presença de Sebastião Madeira, político com ampla tradição no partido.

O senador Tasso Jereissati, velho amigo, ao saudar-me, relembrou passagens marcantes do nosso passado, quando participei da renovação da política cearense comandada por ele, fazendo palestras a seu convite, tanto como Superintendente da Sudene, como Diretor Geral do DNOS.
Tasso lembrou que levei para debate o Projeto da Transposição do Rio São Francisco para o Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, que fizemos no DNOS e que apanhei muito da imprensa sulista, que considerava o projeto uma loucura. Hoje, no entanto, todos querem ser donos da iniciativa, que é considerada imprescindível ao nordeste e, ainda não concluído, já atende a mais de um milhão de pessoas. O senador Lembrou também da ferrovia Norte-Sul, quando fui violentamente atacado pela imprensa do sul e sudeste e hoje, igualmente, todo mundo a quer e ela ainda não foi inteiramente concluída.

O Senador Roberto Rocha também foi muito simpático e agradeço as suas palavras amigas, ele que é o candidato do nosso partido ao governo do estado.

O PSDB é o veículo ideal que pode ajudar muito o Maranhão a resolver as suas principais mazelas, expressas cruelmente nas mais de um milhão de famílias excluídas, vivendo do Bolsa Família e de outras transferências federais que, ao final, perpetuam a pobreza e suas dificuldades. 

Falta ao partido programas e projetos para o Nordeste pobre, desesperançado, excluído e necessitado de uma solução para a situação de grande parte de sua população. Um partido do porte do PSDB, formulador de políticas essenciais para a estabilidade do país, precisa participar ativamente na busca de uma solução para um dos problemas mais graves do Brasil, que se agudiza cada vez mais e que leva a eternização de programas assistencialistas hoje imprescindíveis como o Bolsa Família, mas que infelizmente, conforme relatório recente do Ministério do Desenvolvimento Social, mostram que ele não acaba com a pobreza e nem com a desigualdade social, porque não tem a chamada porta de saída do programa.   

Dessa forma, sugeri ao partido na minha filiação, que criasse uma comissão interna para discutir e propor um programa que oferecesse uma solução de combate à desigualdade social, à pobreza e a exclusão presentes no nordeste brasileiro. Com muitos políticos da região em seus quadros, o líder Nilson Leitão acolheu de imediato a sugestão e, desse modo, o partido passa a ser poderoso instrumento político na solução do maior problema brasileiro na atualidade.

Eu, que tenho me dedicado a encontrar uma solução para o nosso estado, fiquei muito feliz ao fazer parte de um instrumento poderoso para estudar a sério uma solução para o Maranhão e para o nordeste brasileiro.

Também fizemos uma reunião da Frente Parlamentar para Modernização do CLA em Alcântara. O assunto principal foi o fundo para financiar projetos das comunidades quilombolas e das comunidades tradicionais de Alcântara, visando melhorar a vida de tantos maranhenses com a inserção daquele município como sede do Centro espacial Brasileiro, um dos melhores do mundo. 

A aceitação foi geral e tivemos duas sugestões importantes: a gestão do fundo deverá ser feita pela Fundação Palmares e haverá no Conselho do Fundo um representante da Agência Espacial Brasileira.

Na terça-feira tenho uma audiência marcada com o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Rossato, e devemos ter a confirmação do apoio da Aeronáutica à ideia que já tem o apoio da Agência Espacial Brasileira. Depois disso, vou procurar fazer um consenso dentro da Câmara e pretendo marcar uma reunião da bancada maranhense, buscando o apoio necessário para aprovação do projeto.

E nesse percurso vamos ajudando o Maranhão a encontrar seu caminho entre os grandes estados brasileiros.

Em tempo, considero muito bom o projeto de Pedro Fernandes para melhorar os critérios de distribuição dos fundos constitucionais de participação. É uma pena que Pedro, com tanta experiência no parlamento, não queira mais se candidatar.

Perde o Maranhão.

terça-feira, 3 de abril de 2018

ESTADO RICO COM POVO MUITO POBRE


Nas últimas semanas, o tom das especulações e das críticas na demora da minha filiação a algum partido político foi aumentando, com o objetivo de enfraquecer o projeto de uma temida terceira via para as eleições no Maranhão. O prazo para troca de partido - a chamada janela partidária - encerra nesta semana. Além disso, todos precisam estar filiados a um partido político 6 meses antes da eleição e eu estava sem partido desde dezembro, quando saí do PSB.
A terceira via no Maranhão é um anseio de muitos que não estão satisfeitos com os candidatos mais consolidados na disputa. Há um espaço enorme para uma candidatura que traga ideias novas com potencial para resolver o que o povo sintetiza como “um estado rico com um povo muito pobre”, frase que se impõe nas pesquisas qualitativas que cobrem todo o estado.

Afinal, se o quadro de pobreza do estado permaneceu inalterado ou crescente nesses governos, por que então repetir?

O povo não quer um estado rico com um povo pobre. Não tem nenhum sentido para ninguém. O que o povo quer mesmo é um estado rico com um povo rico ou pelo menos uma vida digna, sem desigualdade social e com oportunidades iguais para todos.

Para quem está no governo, então, isso é um perigo muito grande. Daí decorre a tentativa clara de impedir que eu conseguisse uma solução partidária para materializar o projeto da terceira via, cujo objetivo maior é mudar os rumos e as prioridades do governo e atacar com eficiência as causas primárias de nossa pobreza.

Para isso se expuseram até ao ridículo, para que eu não fosse para o DEM. Porém, eu tenho amigos, não só no Maranhão, mas em todo o Brasil.

Assim é que estamos no jogo e vamos firmes para a luta por um Maranhão melhor. Para que tudo fique bem claro, vou repetir trechos do comunicado que fiz para a imprensa.

“Tenho uma antiga e sólida ligação com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Fomos colegas na Câmara dos Deputados, fomos vice-governadores e, em seguida, governadores de nossos estados, na mesma época. Possuo muito respeito pelo homem e pelo político Alckmin. Conservo também uma amizade muito antiga e forte com o coordenador da campanha do governador Alckmin à Presidência, senador Tasso Jereissati, pois vivemos juntos grandes episódios da história política brasileira e isso permitiu que, por diversas vezes, conversássemos sobre o Maranhão. 

Na terça-feira, dia 27, à noite, recebi uma ligação do governador me convidando para ir a São Paulo conversarmos, convite que eu prontamente atendi na quarta-feira passada (28).

Tivemos um longo e produtivo diálogo. O governador pediu apenas que eu aguardasse uma conversa sua com o senador Roberto Rocha, presidente do partido no Maranhão. Queria ouvi-lo sobre o que discutimos. Ontem (30), sexta-feira, logo cedo pela manhã, ele me ligou para dizer que tinha conversado com Roberto Rocha que, por sua vez, teceu elogios à minha pessoa, o qual agradeço agora, publicamente. Roberto afirmou que não havia impedimento da parte dele para que esse entendimento pudesse se concretizar. Com essa compreensão, esclareço o que ficou decidido:

O governador Alckmin terá, como em São Paulo, dois palanques no Maranhão. Um, do seu partido, o PSDB, que terá como candidato a governador Roberto Rocha e outro palanque com Eduardo Braide, candidato ao governo do Maranhão, pelo PMN, também com o apoio de Alckmin.

Eu, portanto, me filiarei ao PSDB, serei candidato ao Senado e apoiarei Alckmin nos dois palanques. Além do apoio que recebi do governador paulista, discutimos muito a sua campanha no estado e fiz um acordo com ele. 

Se eleito presidente do Brasil, Geraldo Alckmin apoiará os projetos estruturantes do Maranhão, bem como viabilizará o programa proposto pelo Nobel de Economia, James Heckman, a ser transformado em projeto social por mim e outros, com objetivo de diminuir a desigualdade e a pobreza, preparando melhor as novas gerações de maranhenses. 

Consegui ainda o compromisso de Alckmin com a nossa refinaria e com o polo petroquímico, que trará milhares de empregos e empresas para o Maranhão. Firmamos compromisso também com o Centro Espacial Brasileiro de Alcântara, com o Programa Espacial Brasileiro, com o apoio à vinda de um parque da indústria espacial para Alcântara e com o Fundo de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas de Alcântara, que estou propondo. 

O governador prometeu uma Cooperativa de Microcrédito para homens e mulheres pobres poderem ter acesso a dinheiro barato e, assim, abrirem seus pequenos negócios, além de apoio técnico de São Paulo para qualificar professores, capacitar trabalhadores maranhenses para o trabalho, além do apoio firme para o nosso Sistema de Saúde e nossa Segurança.

Dessa forma, meus amigos, entraremos firmes na campanha, não apenas a eleitoral, mas na mais importante de todas, a de combater as causas ainda intocadas da pobreza em nosso Estado – a minha maior aspiração como homem público. Vamos juntos colocar o Maranhão em novo patamar de desenvolvimento”.