terça-feira, 23 de agosto de 2016

ITA-AQUI, UMA REALIDADE



Quando me candidatei a deputado federal decidi intimamente estabelecer metas para o meu mandato. Conhecedor com bastante profundidade das nossas deficiências socioeconômicas, estabeleci a meta de colaborar para que o estado melhore a qualidade da sua educação e da renda de sua população. E óbvio que isso não foi aleatório, mas sim porque acredito a única forma de conseguirmos transformar o Maranhão em um estado desenvolvido se dá por essas vias.

A pergunta seguinte que me fiz foi como fazer isso como deputado em um curto mandato de quatro anos. A resposta a isso tenho mostrado ao longo do último ano e meio: O foco dos meus esforços está em metas estruturantes, daquelas que podem fazer uma grande diferença, que sejam tão importantes a ponto de, pela presença desses projetos entre nós, haver também a atração de empresários em busca de oportunidade. E está claro que, para criar esse ambiente, temos que ter entre nós abundante mão de obra qualificada, muito qualificada.

Um deputado pode pouco, mas uma bancada grande como a do nosso estado, pode muito, se estiver unida em torno de um projeto muito importante. Desde que assumi meu mandato tenho esses objetivos em mente. E trabalho nisso todos os dias.

O projeto que elegi como minha meta principal era na verdade um sonho antigo. Trazer a melhor e mais conceituada escola de engenharia do Brasil e uma das melhores do mundo, o ITA, Instituto Tecnológico da Aeronáutica, para o Maranhão. Nosso desejo é repetir aqui o que aconteceu em São José dos Campos, que, considerada nos anos 50 como região das cidades mortas de São Paulo, se transformou em um dos maiores polos de desenvolvimento do mundo, sede da indústria aeronáutica brasileira e de muitas indústrias de ponta, um grande polo de desenvolvimento do estado de São Paulo.

Focado nessa meta, procurei inicialmente estudar profundamente Alcântara e o Centro de Lançamento da Aeronáutica. Quando me considerei preparado, pedi ao deputado Pedro Fernandes, então eleito Coordenador da Bancada maranhense, que marcasse uma audiência com o Comandante da Aeronáutica para tratarmos do assunto. Era uma tarde de quinta-feira e nem todos os deputados puderam ir. Éramos uns seis naquele dia. 

Quando introduzi o assunto, o Comandante Brigadeiro Nivaldo Rossato nos respondeu que esse era um desejo de muitos estados, como a Bahia, Pernambuco, Ceará e tantos outros e que não tinha como se comprometer com o Maranhão, passando por cima de tantas outras solicitações ocorridas antes de nos pronunciarmos. E acrescentou que o ITA não considerava a ideia de se instalar em outro lugar, além de São José dos Campos, onde já estava.

Como estava preparado, argumentei: “É, Comandante, mas nenhum desses estados tem um Centro de Lançamentos de importância mundial. Só o Maranhão!”. O Comandante ficou calado por um tempo e respondeu depois de alguma reflexão: “É verdade, o único é no Maranhão. Os senhores têm toda razão, esse é um argumento que ninguém pode contestar, baseado na realidade”. Em seguida iniciamos uma conversa extremamente produtiva, cujo transcorrer acabou ensejando a sugestão do próprio Comandante de implantar em Alcântara o curso de Engenharia Aeroespacial. Ganhávamos ali um aliado de peso, fundamental mesmo, para o nosso projeto do ITA no Maranhão. O projeto começava.

Daí em diante, estivemos no ITA e conseguimos nessa visita importante apoio de um professor da instituição, o Brigadeiro Pazini, que muito nos ajudou com as suas orientações. Também estivemos várias vezes com o Comandante da Aeronáutica e também com o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, enfim, avançamos sempre, até conseguirmos o apoio do próprio ITA.

Ato contínuo, por delegação do Comandante Fossato, escolhemos a UFMA como parceiro do projeto, principalmente porque, como universidade federal, tal qual o ITA, ficava mais fácil a destinação de recursos federais. De fato, durante todo o processo, cada vez mais nos certificávamos do acerto da escolha, pois a universidade entrou com força no projeto e fez um ótimo trabalho.

Hoje temos o curso de Engenharia Aeroespacial todo definido, do primeiro ao quinto ano, semestre a semestre, contendo ainda os requisitos para a concepção dos laboratórios e a formação de professores e alunos. Além disso, aconteceu um fato fundamental para dar credibilidade ao projeto: a bancada maranhense destinou uma de suas duas emendas impositivas à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o nosso instituto. Foi unânime o apoio recebido por nossos parlamentares.

Na sexta-feira da semana passada o Reitor do ITA, engenheiro Anderson Correa esteve na UFMA a meu convite em reunião com a Reitora Nair Portela e com o grupo de trabalho formado por chefes de Departamentos da universidade e professores. Esse grupo é muito bem chefiado pelo professor Alan Kardek.

Essa reunião foi decisiva. Todas as dúvidas foram tiradas e tudo foi equacionado. O curso será dado em completa interatividade pelo ITA e pela UFMA. Os alunos passarão períodos em São José dos Campos, farão trabalhos nos laboratórios de lá e serão acompanhados pelos professores de lá e daqui. Terão também aulas interativas em videoconferências e serão certificados ao final pelo ITA e pela UFMA. Perfeito. Conseguimos o que ninguém conseguiu e a solução é a melhor possível.

Acordamos também na visita do Reitor que o UniCEUMA realizará em suas instalações o processo seletivo para o ingresso dos alunos no ITA de São José dos Campos. O ITA já faz isso em 23 instituições e agora chega também ao nosso estado. Isso beneficia os alunos que, dessa forma, não precisam se deslocar para aquela cidade, a fim de se submeterem aos exames de admissão ao ITA. Poderão fazê-lo aqui mesmo.

Com efeito, teremos dois vestibulares para o ITA em São Luís. Um na UFMA - para o nosso ITA - e outro no UniCEUMA para o de São Paulo.

Tudo resolvido e dever cumprido em apenas um ano e meio de muito trabalho. É claro que ainda há muito trabalho a fazer, mas agora temos um grande número de professores muito capacitados que se encarregarão das providências. No que couber, sabem que contarão sempre comigo e o mais importante: com o apoio de toda a bancada.

Estou muito feliz e pronto para a minha segunda meta: ajudar a trazer a refinaria e o polo petroquímico para o Maranhão. Estamos também muito próximos disso! Avante!

Um comentário:

Alan Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.