terça-feira, 14 de março de 2017

OS CAMINHOS DO ITA



Na semana passada tivemos uma excelente reunião de trabalho na reitoria da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O motivo do encontro foi o detalhamento do uso dos 60 milhões de reais que a bancada maranhense destinou para a implantação do ITA no estado. A UFMA vem cumprindo toda as fases previstas no planejamento feito pelo ITA, inclusive com a criação de um grupo de trabalho composto por três professores do ITA e três da UFMA, que vêm se debruçando sobre a questão. 

A UFMA tem excelente quadro de professores, contando com mais de trezentos doutores. Dentre estes, destaca-se o professor Alan Kardek, que vem conduzindo muito bem os trabalhos do grupo que citei acima, com o estrito acompanhamento da Reitora Nair Portela, sempre presente e, com supervisão do Ministério da Educação. Na verdade esse trabalho é tripartite e envolve o Comando da Aeronáutica, o Ministério da Educação e a UFMA.

A UFMA tem se ressentido de recursos para concluir laboratórios e prédios muito importantes como os das novas engenharias, a biblioteca e laboratórios. Além disso, vai precisar ampliar salas de videoconferência pois muitas aulas serão ministradas por professores do ITA, utilizando esse meio. Por esse motivo, certamente teremos que oficializar por meio de documento próprio essa parceria entre a UFMA, o COMAR e o Ministério da Educação, a fim de que tudo transcorra bem.

O ITA no Maranhão está ligado ao Centro de Lançamentos de Alcântara e, para que este possa finalmente ocupar o seu lugar de importância no mundo, precisará que o Programa Espacial Brasileiro funcione.  Com essa compreensão, tenho trabalhado junto ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica para fazer uma proposta viável, a fim de que o Brasil consiga dominar a tecnologia completa do programa espacial. Dessa forma, nosso país poderá finalmente se ombrear aos EUA, a Europa, a Rússia, a China e a Índia como potência diferenciada pelo domínio dessa tecnologia.

Nesse cenário, provavelmente Alcântara abrigará um polo tecnológico de importância global, imprescindível para o desenvolvimento do Maranhão.

Na verdade, o Brasil gasta muito em atividades espaciais, porém sem nenhum objetivo definido e desperdiçando recursos vultuosos. Tais recursos, se aplicados com uma orientação estratégica, certamente nos dotariam de capacidade com o intuito de dominar completamente essa tecnologia. Do jeito que está, gastamos muito e seremos eternos compradores dessa mesma tecnologia que poderíamos desenvolver aqui e vender para outros países. Como exemplo disso, podemos citar o aluguel de satélites. A Policia Federal aluga os dela, o Ibama aluga os seus, o Inpe os deles e assim sucessivamente. 

Tudo isso poderia ser resolvido, se esse trabalho fosse unificado em um só lugar, por exemplo, na Aeronáutica, como era no passado quando o programa andou bem. A aeronáutica forneceria então o material que os demais órgãos necessitam a um custo muito menor. Consequentemente, os recursos economizados iriam para o desenvolvimento do nosso programa espacial.

Na sexta-feira passada diversas personalidades foram homenageadas com o título de Amigos do CLA, entre os quais estávamos eu e o deputado Pedro Fernandes. Foi uma festa muito bonita, como costumam ser as solenidades militares. Agradeço a honrosa homenagem.

Na segunda-feira próxima estarão em São José dos Campos técnicos do meu gabinete e professores da UFMA, a fim de definirem com os parceiros do ITA a aplicação dos recursos da emenda que a bancada aprovou para o curso de engenharia aeroespacial.

E em abril instalaremos a Frente Parlamentar para Modernização do Centro de Lançamento de Alcântara. Temos grandes esperanças de que essa Frente possa ajudar a encontrar os caminhos que nos levarão ao domínio da tecnologia espacial completa. 

Por fim, vi que nessa semana muitos políticos se digladiavam pela paternidade da Transposição de Bacias do Rio São Francisco Para a região nordeste. Muito diferente de quando fizemos o projeto, que agora foi executado, quando falar no tema era quase um insulto ao país.

Um comentário:

Alan Ferreira disse...

Com esse, são dois artigos o Sr deputado não fala na refinaria de petróleo. Tá esfriando o negócio? Também não se falou mais na sidrpurgica. O que está acontecendo, deputado?