terça-feira, 29 de agosto de 2017

A VIDA COMO ELA É


A falta de diálogo entre os grupos políticos dificulta o entendimento do que é necessário fazer para que o Brasil possa superar os seus grandes problemas atuais. Sem entendimento, tudo vira briga política e nesse clima, sem diálogo entre as partes, com cada grupo tentando se sobrepor ao outro, tudo fica difícil de resolver. E agora, mais do que nunca, precisamos de entendimento para superar a crise.
Temer não veio para ficar, sairá com as eleições de 2018. Não tem e nem poderia ter planos para ficar anos e anos no governo. Tem que ser encarado assim. Vejam o caso da França. O país mostra o caminho, surge uma liderança nova, do nada, conciliador, e vai mostrando o rumo a um país envolto em gravíssimos problemas. Por que não pode ser assim aqui também? Quem seria, não sei, mas tem muita gente de talento, nova, capaz de surpreender. Flávio Dino, Welington Silva, governador do Piauí, são dois, aqui mesmo da região. Como também o prefeito de Porto Alegre e outros, já experientes como gestores, que poderiam renovar o país. Exagero? Basta ver a história de Emmanuel Macron na França para não se surpreender. Quem esperava o ressurgimento daquela nação tão rápido?
Só para ilustrar nossa falta de entendimento, vamos nos lembrar de Miguel Arraes, mito da esquerda, fundador do PSB. Digo isso porque, quando Fernando Bezerra, ministro das Minas e Energia e membro do PSB, anunciou que proporá a venda das ações do governo na Eletrobrás pulverizadas na Bolsa, mantendo uma Golden Sharing, ou seja, uma ação nas mãos do governo que impediria qualquer ação da empresa contraria aos interesses nacionais, foi um escarcéu. Ou seja, bastou esse anúncio, para que eu ouvisse de membros antigos do PSB, respeitáveis companheiros, que Miguel Arraes deveria estar se contorcendo no túmulo com essa notícia.
Só que a história nos mostra o contrário. Miguel Arraes era de esquerda e não há dúvidas quanto a isso, mas era um homem experiente, com visão de mundo, com as responsabilidades de quem teve que governar Pernambuco. Arraes fez exatamente o que Fernando está fazendo em escalas diferentes.
Primeiro, quando esteve em pauta a privatização da CHESF  durante o governo Fernando Henrique, em 2000, ele publicou um artigo na Folha de São Paulo, pode ser achado no Google, em que conclui: “Vender a CHESF agora pode significar devolver os destinos do Nordeste, que sufocaram a experiência pioneira do empresário nordestino Delmiro Gouveia, no início do século. E impor novo bloqueio econômico à região. É contra isso que temos que lutar”.
E tem mais, como governador, enviou à Assembleia, no dia 17 de fevereiro de 1998, a autorização para a privatização da Companhia Energética de Pernambuco - CELPE, e autorização ao BNDES para, com mandato procuratório em nome do Estado de Pernambuco, promover a desestatização daquela empresa. Assinam a mensagem o governador Miguel Arraes e o Secretário da Fazenda Eduardo Campos. Só para esclarecer, a Eletrobrás valia 67 bilhões em 2002 e 9 bilhões em 2016. Considerando os reajustes aos dias atuais, verifica-se que ela perdeu 228 bilhões de reais em valor de mercado. E não tem mais capacidade de investimento!
Porém, quem vai escutar a verdade, se todos só querem gritar e ter razão?
E agora, Paulo Câmara, governador de Pernambuco, também do PSB, está vendendo a Copergás, companhia estatal de gás daquele estado. E aí?
Mudando de assunto, o governo federal, depois de muita luta, que envolveu a bancada maranhense na Câmara de Deputados, cedeu e resolveu cobrar imposto de importação sobre a importação de álcool de milho importado dos EUA, o mesmo que estava entrando sem cobrança de impostos no Brasil. Isso estava sufocando a indústria nacional, inclusive a do Maranhão, inclusive ameaçando muitos empregos e incitando o fechando de usinas aqui. O governo vai cobrar a alíquota de 20 por cento na importação, o que equilibrará as coisas, mantendo os empregos e a indústria nordestina em funcionamento.
E, para encerrar, informo que viajarei nesta terça-feira para a China, integrando a comitiva que acompanha o presidente Temer. O motivo principal da minha viagem é encontrar com grandes empresários chineses que querem investir na nossa refinaria e no polo petroquímico, juntamente com o Irã.
Os indianos, por motivos outros, não econômicos e nem financeiros, acabaram se retraindo e deverão ser substituídos por chineses. Os iranianos continuam firmes, desejosos de fortalecer laços econômicos e comerciais com o Brasil.
E que festa religiosa (homenagem ao Divino), bonita em Matões! Parabéns ao prefeito Ferdinando e a família de Rubens Pereira, grandes incentivadores dessa celebração! 

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