quarta-feira, 3 de março de 2010

Alunos não têm aula no Maranhão porque escolas caem aos pedaços

Muitos prédios não respeitam os padrões mínimos exigidos pelo MEC. Há até escola construída dentro de cemitério.

No interior do Maranhão existe uma gente simples. São pais e mães cheios de vontade de dar aos filhos um destino diferente na vida. Mas, nesse início de ano letivo, não há motivo para se ter esperança por lá. Os sonhos de futuro esbarram em um presente repleto de escolas fechadas, caindo aos pedaços.

As férias escolares já acabaram, mas para muitas crianças do Maranhão ainda não é tempo de voltar às aulas. As escolas onde elas estudam estão fechadas. “A gente desaprende”, diz uma criança.

“Quando eles voltam para a aula, veem sabendo quase nada”, diz a professora Ildenê Oliveira da Silva.

Em um vilarejo, em Anajatuba, norte do estado, a igrejinha de taipa, cedida pela comunidade, vai servir de sala de aula. “Eu não quero que meus filhos fiquem como eu fiquei, analfabeto, a pior vergonha que passo em minha vida”, diz o lavrador Francisco Livramento dos Santos.

Um sapo fez morada em uma escola vazia. O sapo e outros bichos também: “Tem cobra e sapo”, conta a lavradora Marinalda Carvalho.

Uma única sala de aula e cozinha onde a merenda é servida, paredes e teto desmoronando. “Quando tem chuva com vento, é arriscado cair o teto nas crianças”, alerta o lavrador Luiz Carlos Lopes.

Uma escola que jamais foi concluída fica dentro de um cemitério. Os túmulos ficam exatamente onde seria a área de recreação dos alunos. Os parentes dos mortos nunca se conformaram: “Eu penso que é uma falta de respeito”, opina uma senhora.

Com o caos nas escolas, o reinício das aulas foi adiado por tempo indeterminado no município. “Nenhuma escola de Barreirinhas hoje, infelizmente, tem a questão do padrão mínimo exigido pelo MEC”, reconhece o prefeito da cidade, Albérico Filho.

Escolas fechadas, pais inconformados. “Eu quero que meus filhos se formem, estude meus netos e bisnetos e tudo”, pede a aposentada Conceição Ferreira da Silva.

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7 comentários:

Gustavo Lopes disse...

Senador... se tens acompanhado meu blog,viu algumas fotos de "escolas" e do transporte escolar na zona rural de Pinheiro. Uma vergonha que o sistema de comunicação do prefeito não mostrava, mas la estava eu na mha modesta vontade, querendo mostrar o outro lado.

Anônimo disse...

Alexandre Garcia falou tudo o que está engasgado na garganta dos maranhenses de bem. Lamentavelmente, essa é realmente uma estratégia política para manutenção do poder nas mão desses "sem-alma".

Anônimo disse...

Caso o Flávio Dino não saia candidato a governador, sugiro que o Sr. se lance para enfrentar essa cambada

Anônimo disse...

A educação é tratada desse jeito no nosso Estado. Isso é uma das justificativas para a manutenção dessa última oligarquia no poder

Anônimo disse...

Admirável a coragem de Sydnei Pereira ao fazer essa matéria. Parabéns

Anônimo disse...

Um reparo: Anajatuba, no caso, é um povoado de Barreirinhas. A denúncia do atual prefeito Alb´rico Filho procede, o prefeito cassado Miltinho, do PT, acabou com a cidade, a saúde e a educação. Uma vergonha.
Carlos Silva

Anônimo disse...

Uma vergonha essa é a palavra sobre a Educação do Maranhão.